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Contas da prefeitura de Planalto em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Planalto (SP) arrecadou R$ 55,73 milhões. Depois de descontar R$ 0 (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 55,73 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 46,42 milhões (despesa empenhada). A receita superou a despesa em R$ 9,31 milhões (16,7% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Isso dá R$ 10.430 de gasto por habitante, considerando 4.451 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 55,73 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+0,3% em relação a 2024
R$ 46,42 milhões
Gasto comprometido
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
−2,2% em relação a 2024
R$ 9,31 milhões
Sobrou dinheiro (superávit)
16,7% da receita líquida
R$ 10.430
Despesa por habitante
despesa ÷ 4.451 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

Uma área concentra parte grande da despesa

Administração ficou com 25,3% do gasto comprometido em 2025. Educação e saúde não entram nesta comparação, porque a Constituição exige um gasto mínimo nelas.

Parte da despesa ficou para o ano seguinte

Até o fim de 2025, 89,9% do gasto comprometido no ano tinha sido pago. O restante (R$ 4,69 milhões) passa para o ano seguinte como restos a pagar.

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Gasto comprometido (despesa empenhada)
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Sobrou ou faltou (superávit e déficit)
a receita líquida menos o gasto comprometido no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 46,42 milhõesComprometido
o dinheiro foi reservado
R$ 45,9 milhõesEntregue
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 41,73 milhõesPago
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo comprometido
ComprometidoR$ 46.423.309100%
EntregueR$ 45.899.71599%
PagoR$ 41.734.16690%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Planalto em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 91,70 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 7,70 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 0,60 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 91,7% Impostos e taxas da própria cidade · 7,7% Outras fontes · 0,6%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 51,1 milhões91,7%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 22,9 milhões41,1%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 19,67 milhões35,3%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 2,28 milhões4,1%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 1,57 milhão2,8%
Demais repassesR$ 4,69 milhões8,4%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 4,3 milhões7,7%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 2,69 milhões4,8%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 1,04 milhão1,9%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 313 mil0,6%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 110,5 mil0,2%
Demais impostos e taxasR$ 146,3 mil0,3%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 325,2 mil0,6%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Planalto em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, pelo gasto comprometido: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
SaúdeR$ 13,04 milhões28,1%
AdministraçãoR$ 11,75 milhões25,3%
EducaçãoR$ 10,57 milhões22,8%
Assistência SocialR$ 4,04 milhões8,7%
UrbanismoR$ 3,87 milhões8,3%
LegislativaR$ 1,72 milhão3,7%
TransporteR$ 597,3 mil1,3%
AgriculturaR$ 333,9 mil0,7%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Planalto comparada com outras cidades em 2025

Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.

Gasto por habitante

Em 2025, a prefeitura de Planalto gastou R$ 10.430 por morador.

  • PlanaltoR$ 10.430
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 11.537
  • Cidade típica do estado (São Paulo)R$ 7.238
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.212
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 11.537. Planalto gastou 10% a menos.
  • Cidade típica do estado (São Paulo): R$ 7.238. Planalto gastou 44% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Planalto gastou 45% a mais.

Receita líquida por habitante

Em 2025, a prefeitura de Planalto recebeu R$ 12.521 por morador (receita líquida).

  • PlanaltoR$ 12.521
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes)R$ 12.225
  • Cidade típica do estado (São Paulo)R$ 7.470
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.534
  • Cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes): R$ 12.225. Planalto recebeu quase o mesmo.
  • Cidade típica do estado (São Paulo): R$ 7.470. Planalto recebeu 68% a mais.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Planalto recebeu 66% a mais.

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 55.729.059
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 0
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 0
igual a: receita líquidaR$ 55.729.059
Gasto comprometido, ou despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 46.423.309
Resultado: receita líquida menos gasto comprometidoR$ 9.305.750

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Quanto a prefeitura de Planalto já arrecadou e gastou em 2026?

Números do relatório que a prefeitura envia ao Tesouro Nacional a cada dois meses, acumulados até agosto de 2026 (4º bimestre). São provisórios: o balanço do ano só fecha na declaração anual.

Até agosto de 2026, a prefeitura de Planalto arrecadou R$ 34,97 milhões (70,4% do que previa para o ano) e se comprometeu a gastar R$ 37,06 milhões (65,4% do orçamento autorizado). Até aqui, a despesa superou a receita em R$ 2,09 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, a receita variou +21,9% e o gasto comprometido, +20,7%.

RREO · até agosto de 2026
ItemValor% do previsto ou do orçamento
Receita prevista para o anoquanto a prefeitura espera arrecadar em 2026R$ 49,68 milhões
Receita arrecadada até agostojá líquida do FUNDEB e sem as receitas entre órgãos da própria prefeituraR$ 34,97 milhões70,4%
Orçamento autorizado para o anoa dotação atualizada: o teto de gasto do ano, com os ajustes feitosR$ 56,71 milhões
Gasto comprometido até agostoo dinheiro reservado para pagarR$ 37,06 milhões65,4%
Serviços e compras já entregueso serviço ou a compra foi entregueR$ 32,81 milhões57,9%
Despesa pagao dinheiro saiu do caixaR$ 28,9 milhões51%
Folha de pagamento e encargos (comprometido)salários dos servidores e encargos sociaisR$ 16,05 milhões28,3%
Obras e equipamentos (comprometido)os investimentos da prefeituraR$ 2,17 milhões3,8%

Já passaram 67% do ano. Receita e despesa não chegam de forma uniforme (o IPTU, por exemplo, costuma entrar no começo do ano): por isso vale olhar também o mesmo período do ano passado.

RREO — Relatório Resumido da Execução Orçamentária, Anexo 01 (Balanço Orçamentário), enviado pela própria prefeitura ao Siconfi (Tesouro Nacional).

Perguntas frequentes sobre as contas de Planalto

Quanto a prefeitura de Planalto arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 55,73 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 0), a receita líquida foi de R$ 55,73 milhões.

Quanto a prefeitura de Planalto gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 46,42 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 45,9 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 41,73 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Planalto teve superávit ou déficit em 2025?

A receita superou a despesa em R$ 9,31 milhões (16,7% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Planalto?

91,7% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 7,7% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 0,6% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Planalto?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 10.430 por habitante (4.451 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (até 5.000 habitantes), foi de R$ 11.537.

Quanto a prefeitura de Planalto arrecadou e gastou em 2026 até agora?

Até agosto de 2026, a prefeitura de Planalto arrecadou R$ 34,97 milhões (70,4% do que previa para o ano) e se comprometeu a gastar R$ 37,06 milhões (65,4% do orçamento autorizado). Até aqui, a despesa superou a receita em R$ 2,09 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, a receita variou +21,9% e o gasto comprometido, +20,7%.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

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